quarta-feira, 13 de abril de 2011

Bandeira da Coreia do Norte

A bandeira da Coreia do Norte foi adoptada em 8 de Setembro de1948. A cor azul simboliza o desejo do povo pela paz. A cor vermelha representa o espírito revolucionário e a luta peloSocialismo. A cor branca simboliza a pureza dos ideais da Coreia do Norte e a soberania nacional. A estrela de 5 pontas representa a esperança de construir o Socialismo sob a liderança do Partido do Trabalho da Coreia.

Hino Nacional da Coréia do Norte

Letra

A ch'im un pinnara, i kangsan ungum e,
Chawon do kaduk han samch'olli,
Arumdaun nae choguk,
Panmannyon oraen ryoksa
E ch'allan han munhwa ro charanan
Sulgiroun inmin ui i yonggwang.
Mom gwa mam ta pach'yo,
I, choson kiri pattuse.

Ch'al paektusan kisang ul ta anko.
Kullo ui chongsin un kitturo.
Chilli ro mungch'yo jin oksen ttut
On segye apso nagari.
Sonnun him nodo do naemiro,
Inmin ui ttus uro son nara.
Han opsi pugang hanun
I choson kiri pinnaese.

Tradução

Até que as ondas do mar oriental sequem
e que o monte Baekdusan se alonginque,
Deus proteja nossa terra para sempre,
nosso país para sempre.
Como um sólido pinheiro do monte Namsan,
em pé para o dever, vento ou frio, nada muda,
é resoluta a nossa vontade
Na curva do céu da noite, azul cristal
e sem nuvens de outono, seja a lua radiante nosso espírito, imutável, simples e verdadeiro
Com tal vontate e tal espírito, fidelidade, coração na mão, que venha a pena, que venha a alegria, é a nossa terra amada
Refrão:
Que a Coréia, pais da rosa de Sharon,
dos milhares de quilômetros de montanhas e rios magníficos, fique para sempre de pé, defendida por seu povo.


Fonte:superdownloads

Coréia do Norte

DADOS PRINCIPAIS:
Nome oficial:
República Democrática Popular da Coreia (Choson Minchu-chui Inmin Konghwa-guk).
Governo: República socialista.
Nacionalidade: norte-coreana.
Data nacional: 9 de setembro (Independência)
Capital: Pyongyang.
Cidades principais: Pyongyang (2.997.000), Hamhung (560.000), Namp'o (450.000), Hungnam (347.000), Kaesong (338.000), WOnsan (329.000), Ch'ongjin (325.000), Sinuiju (288.000) Haeju 222.000) e Kanggye (210.000) - Censo de 2005.
Idioma: coreano (oficial).
Religião:
crenças tradicionais "Xamanismo" 16,0%, Chondoismo (13,5%), Budismo 4,5% e cristianismo 1,7% (católicos). Há cerca de 15.460.000 irreligiosos (64,3% da população), que são adeptos à filosofia ou não possuem religião - 2005.
Código telefônico: 850
GEOGRAFIA:
Localização: leste da Ásia.
Hora local:
+12h (UTC + 9h).
Área:
120.538 km2.
Clima:
temperado continental.
Neve:
Em média 37 dias por ano (inverno).
Área de floresta:
62 mil km2. (1995).
Ponto mais elevado: Montanha Paetku-san (2.744 metros).
Rio mais extenso: Amnok (790 km).
POPULAÇÃO:
Total: 23.906.000 (2009), sendo coreanos 99,8% e chineses 0,2%.
Densidade: 190,8 hab./km2 (2009).
População urbana:
60% (2009).
População rural:
40% (2009).
Crescimento demográfico:
1,6% ao ano (1995-2000).
Fecundidade:
1,96 filhos por mulher (2009).
Expectativa de vida:
63,8 anos (2009).
Mortalidade infantil:
51,34 por mil nascimentos (2009).
Analfabetismo:
1% (2009).
Desnutrição infantil: 60%, sendo 16% grave desnutrição (2009).
IDH: 0,766 (75º do mundo - 2009).
POLÍTICA:
Forma de governo:
Regime de partido único (Frente Democrática de Reunificação da Pátria).
Divisão administrativa
: 14 províncias.
Partido político: Trabalhista da Coréia (PTC).
Legislativo
: Unicameral - Assembléia Suprema do Povo, com 687 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor
: 1972
ECONOMIA:
Moeda:
won norte-coreano.
PIB: US$ 40,0 bilhões (2009)
PIB per capital: US$ 1,673.00 (2009).
PIB agropecuária:
5,7% (1997).
Produção agrícola:
4,2 milhões de toneladas (2004).
PIB indústria:
42,8% (1997).
PIB serviços:
51,5% (1997).
Gasto em saúde:
3% do PIB (2009).
Renda per capita:
US$ 760 ou menos (1998).
Força de trabalho:
12 milhões (1998).
Agricultura:
arroz, milho, batata, batata-doce, soja.
Pecuária:
bovinos, suínos, ovinos, aves.
Pesca:
306,6 mil t (1997).
Mineração: carvão, cobre, minério de ferro, chumbo, zinco, asfalto natural, ouro, prata, estanho.
Indústria: siderúrgica (aço), química, materiais de construção (cimento), máquinas, têxtil.
Principais parceiros comerciais:
China (US$ 1,5 bilhões), Coreia do Sul (US$ 1 bilhão), Japão e Índia - 2005.
Telefones móveis:
20.000 (2004) - "proibidos a partir de 2004".
Ferrovias:
5.200 km (2009).
Rios navegáveis: 2.253 km (apenas pequenos barcos) - 2009.
DEFESA:
Efetivo total:
1.210.000 homens (2009) - 5º maior o mundo.
Gastos:
US$ 2 bilhões (1998).
Frota estimada: 4.060 tanques, 915 navios, 1.748 aviões (muitos deles antigos, da 2ª Guerra Mundial).

sábado, 12 de março de 2011

Coréia do Sul - Turismo

A posição geográfica não é das melhores pelo menos em termos de geopolítica: cercada de potências como China, Rússia e Japão, a Coréia sofreu sucessivas invasões e, desde 1953, vive dividida em duas. Acima do paralelo 38 fica a República Popular Democrática da Coréia, ou Coréia do Norte, ainda muito fechada para o mundo capitalista. Do outro lado da fronteira mais vigiada do planeta está a República da Coréia, conhecida como Coréia do Sul de onde vêm os Hyundais e Samsungs que consumimos aqui no Brasil. Entre as duas, um clima permanente de tensão.

Na Coréia do Sul, o turismo sofre (embora sofrer não seja o verbo mais adequado) as conseqüências de uma disputa bem mais interessante: o país dividiu com o Japão o título de sede da Copa de 2002, a primeira realizada na Ásia. Quem viaja para lá continua se esbaldando com o resultado dos investimentos na recauchutagem geral de hotéis, meios de transporte e atrações. Além, é claro, de poder visitar os estádios moderníssimos que vimos entre um bocejo e outro na TV e a infra-estrutura erguida na capital, Seul, para os Jogos Olímpicos de 1988.

A sociedade coreana funciona sob influência das diversas religiões praticadas no país. Jardins e templos budistas são um alívio para o frenesi das cidades grandes, totens xamanistas espantam maus espíritos na entrada de cidades menores e milenares crenças confucionistas ditam as regras da etiqueta coreana, que está entre as mais cerimoniosas do Oriente. Mas não há motivo para temer as gafes: o milenar código de conduta do país dita que não se deve zangar com os visitantes que não conhecem as regras de comportamento. Ou seja, além de todas as outras qualidades, a viagem é uma moleza.

SEUL

A capital que tem capital até no nome. Seul, a cidade dos palácios e arranha-céus.

Seul é uma cidade com enormes áreas de prédios e letreiros luminosos despontando no horizonte, rios de cabecinhas negras correndo pelas calçadas das ruas de grande movimento, complexos de shopping centers imensos abertos quase 24 horas e uma sede de consumo e de produção high-tech muito considerável.

Mas também pode ser traduzida por seus parques sossegados como o Namsan ou por seus acolhedores templos budistas, como o Jogyesa, o maior da cidade. Os sul-coreanos são discrestos e envergonhados, chegam a rir de nervoso quando você pede uma informação em inglês na rua. E olha que pedir informações sobre ruas é uma constante numa cidade onde elas não têm nome.

No emaranhado de ruelas da região de Insadong, a cultura hi-tech dá lugar à "velha Ásia". Ali não há luminosos, nem espigões, nem magazines gigantescos. Apenas tavernas de comida tradicional coreana, casas de chá apinhadas de ervas perfumadíssimas, antiquários e galerias de arte.

A rua principal do bairro é a Insadong-gil, mas é nos bequinhos que a cortam que estão os restaurantes de comida de vó coreana. Absolutamente tudo o que se pede para comer na Coréia do Sul vem acompanhado de kimchi, o célebre picles de repolho (há, acredite, um Kimchi Museum no subsolo do Coex Mall, o maior shopping da cidade). Outra iguaria local é a ppeondaegi.

Estranha palavra para algo ainda mais esquisito: larva de bicho-da-seda frita. Parecem baratas e vêm em saquinhos de amendoim. Uma delícia, a julgar pela cara de satisfação dos fregueses. Para beber, o seju, um parente turbinado do saquê, é destilado na Coréia do Sul há pelo menos 700 anos.

A cultura coreana é tão impenetrável para nós quanto a japonesa, com a diferença de que somos bem menos familiarizados com ela. Comparar Seul com Tóquio faz sentido e é até inevitável, uma vez que o país esteve sob domínio japonês por 30 anos (1910-45).

Começaremos o percurso pela capital, Seul para depois continuar pelo Centro e Sul da República da Coréia. Concluiremos em uma rápida visita pela Ilha de Chejudo.

NORTE

SEUL

É o maior atrativo do país. Tem-se convertido em uma moderna cidade cosmopolita salpicada de restos antigos como templos, pagodas, etc., os quais dão-lhe esse peculiar marco de atemporalidade.

Da Torre Namsan, em cima da montanha de mesmo nome, pode-se divisar a cidade de Seul.

Entre os lugares que destacamos para o visitante está o Palácio de Kyongbok, construido em 1392 e, devastado por um incêndio em 1592 durante a invasão japonesa, finalmente, foi reconstruido em 1867. Ali também encontra-se o Museu Folclórico Nacional, o Museu Nacional e não longe dali, os Reais e Ancestrais Altares de Chongmyo, envoltos em um parque cheio de árvores, que acolhem os anscestrais tablilhas dos 27 reis e rainhas da Dinastia Yi.

Outro dos palácios importantes de Seul é o Palácio de Changdok, um dos mais conservados, residência da família real da Coréia. Ali encontra-se o Jardim Secreto com pavilhões, tanques e preciosas pontes de pedra dignas de admiração.

O Museu de Arte Moderna encontra-se no Palácio Toksu. O Parque da Págoda aloja à famosa Págoda Koryo de 10 andares e o Sino de Seul.

Para o sul do rio Ham encontra-se o Estádio Olímpico, que tem capacidade para 100.000 espectadores.

AS APROXIMIDADES DE SEUL

Por outro lado, um dos atrativos de tremendo interesse histórico da península são as Fortalezas da Montanha de Seul. Os seus muros podem chegar até os 7 metros de altitude e encontram-se muito bem conservadas. A fortaleza norte, caracterizada pelas suas maciças portas chama-se Pukhansansong e a sul Namhansansong, perto da cidade de Songnam, ao leste de Seul, ambas constituem um espetáculo incomparável para o turista.

Perto dali, encontram-se os Túmulos Reais da Dinastia Yi, envolvidos por esculturas talhadas em granito, que representam animais místicos e reais.

SUWEON

Esta cidade fortificada tem sido recentemente reconstruida e representa um legado histórico incomparável. Dali pode visitar a aldeia Tradicional Coreana, que representa modelos de vivenda tradicionais que incluem atelieres e templos.

A aldeia de Panmunjom é interessante, por ser o lugar onde pactuaram a trégua na linha de cessar de fogo, nos finais da Guerra da Coréia e onde ainda discutem sobre a reunificação da Coréia.

CHUNCHEON (O NORTE DA CORÉIA)

Na zona dos lagos do norte da Coréia está Chuncheon, capital da província de Kangwon-do. Uma impressionante zona montanhosa onde desfrutará da formosa paisagem dos lagos Soyang e Paro e os Parques Nacionais de Sorak-sam e Odae-san.

Cascatas, templos, ermitas, estátuas budistas, misturados com uma exuberante natureza, são a atração diária daqueles que desfrutam com os mistérios asiáticos.

Uma excursão interessante muito popular é a visita ao Observatório da Unificação, desde onde poderá desfrutar das melhores vistas da Coréia do Norte e as Montanhas Diamante.

CENTRO DA CORÉIA DO SUL

Podemos iniciar o percurso na capital da província de Chung Cheong Nam, Taejon. Perto dali encontram-se numerosos templos e formosos parques nacionais.

O maior Buda de pedra do país que data do ano 968, encontra-se em um templo perto de Nonsam e é famoso pela sua estrutura de granito de 18 metros de altitude. Se quiser fazer uma excursão de filme, pode-se chegar através de uma ponte de cordas de aço entre as paisagens rochosas que levar-lhe-ão a descobrir as maravilhas que oferece o Parque Provincial Taedun-san.

Outro Buda de 33 metros de altitude encontra-se em um dos maiores templos da Coréia. O Templo Popju-sa, construido recentemente sobre outro. Encontra-se rodeado das inacreditáveis vistas do Parque Nacional Sogri-san.

Conta a lenda que três mil damas arrojaram-se ao rio Paek, desde uma colina em Puyo, última capital do reino Paekje (hoje ergue-se ali um museu), para não ser capturadas pelos invasores durante o império Paekje. Dali pode-se visitar Kongju, onde nos anos 70 encontraram um importante túmulo. A cidade está rodeada de templos entre montanhas de bosques e arroios cristalinos.

KYONGJU

Nesta cidade encontrará magníficas vistas de beleza sem igual e relíquias históricas nos seus templos, estátuas budistas e desenhos nas rochas. O lugar mais interessante é o Parque dos Túmulos, que conta com 20 túmulos reais. Nas montanhas que vão desta cidade a Pohang, na costa leste pode-se encontrar numerosas relíquias do reino Silla.

Frente à costa sul da praia Taebam está a pequena ilha rochosa de Taewaeng-am.

TAEGU

Em Taegu encontra-se um dos maiores mosteiros e mais populares do país. Não pode deixar de vê-lo.

No meio do Mar Oriental que separa Coréia do Japão encontra-se a misteriosa ilha de Ullung-do, à qual poderá chegar através de um Ferry, desde a cidade de Pohang, na costa leste.

O SUL

PUSAN

É o porto principal da Coréia e a segunda cidade em importância. Desde a torre que leva o nome da cidade, poderá contemplar belas vistas. Cerca dali encontra-se um dos maiores templos da Coréia, entre impressionantes paisagens de montanhas, o Togdo-sa.

No meio docaminho da paisagem de montanha que extende-se ao longo da costa sul da Coréia encontra-se Yeosu. Dali poderá chegar a uma inacreditável zona de ilhas e penínsulas que formam parte do Parque Nacional Hallyo.

No sul também poderá visitar a moderna cidade de Kwangju e o Porto pesqueiro de Mogpo, na ponta sudoeste da Coréia continental.

ILHA DE CHEJUDO

Dali poderá chegar à ilha Chejudo, que conta com uma história própria e um vulcão chamado Halla, na montanha mais alta da Coréia do Sul e outro conhecido por Sogwipo, no qual também há uma impressionante catarata de nome Chong-bang. Ali contar-lhe-ão algo sobre o enígma das pedras dos avôs, talhadas na rocha de lavra "harubang".

Cheju é a capital da ilha onde achará casas feitas de pedra de lavra. Também gozará da possibilidade de chegar a outras muitas pequenas ilhas de beleza natural.

Outra ilha interessante, célebre pelas suas algas, é a ilha de Wando ligada a terra firme por uma ponte.


A representação mais perfeita da Coréia está justamente no centro da sua bandeira, no círculo dividido ao meio. O vermelho na parte superior simboliza o Yin (o masculino, o ativo, o céu, o dia), e o azul, abaixo, o Yang (o feminino, o passivo, a terra, a noite). Na junção dos opostos, a harmonia entre as duas forças cósmicas que regem o universo.

Mas essa imagem de dualidade poderia também simbolizar as diferenças gritantes entre a modernidade da capital Seul e a paisagem rural, embora tecnologicamente avançada, das regiões montanhosas que ocupam grande parte do país. Ou entre a indústria pesada de Ulsan e o universo das aldeias tradicionais. Ou ainda a divisão da pequena península mergulhada no Pacífico entre Coréia do Norte e Coréia do Sul, o último rincão do planeta ainda dividido por questões ideológicas.

Na chegada a Seul, porto de entrada no país e umas das maiores cidades do mundo, os contrastes já se tornam evidentes. Um passeio a pé coloca lado a lado a torre Jongno, marco da arquitetura moderna da cidade, que oferece uma das vistas mais espetaculares do local, e o mercado Namdaemun, onde roupas e sapatos baratos e de qualidade inferior dividem espaço com brinquedos, ervas medicinais e souvenires.

Ainda no centro da cidade, jovens lotam a rua Insa-dong, famosa por suas lojas de antiguidades, galerias de arte e barracas de comida típica, enquanto a poucos metros monges budistas entoam mantras no templo Jogyesa.

Tudo isso envolvido todo o tempo pelo barulho do trânsito, pela fumaça e, na primavera, por uma atmosfera em preto-e-branco, criada pela poeira amarela vinda dos desertos da Manchúria, que encobre todo o país. À noite, isso perde importância perto do colorido infernal do neon, que ilumina a cidade inteira. Mas a aparente atmosfera de modernidade revela suas limitações para os jovens coreanos, pouco interessados em qualquer espécie de literatura, música ou arte ocidental ou moderna. A moda também desperta pouco interesse, embora as vitrines sofisticadas ocupem muito espaço.

O futebol, por outro lado, faz parte do vocabulário de todo mundo. De 30 pessoas ouvidas pela Folha, 21 citaram o esporte como o seu predileto. Mas logo na primeira entrevista, Park Jin-sun, que trabalha como vendedor em uma loja de departamento, não hesitou em citar o futebol de Maradona como a primeira imagem que associa ao Brasil. Uma exceção: a imagem dos brasileiros vem sempre ao lado do futebol, do Carnaval e do samba, e Pelé, Rivaldo e Ronaldinho já ocupam espaço no imaginário popular.

A comida é um mundo à parte, que não permite qualquer comparação com os vizinhos japoneses e chineses. Os temperos picantes, presentes do café da manhã ao jantar, agridem o paladar dos ocidentais desavisados. Arroz, algas, cogumelos e vegetais curtidos em condimentos misteriosos compõem o café da manhã, junto com o Kimchi -preparado de acelga com alho e outros temperos que se faz presente na mesa coreana nas três refeições. Nos mercados e nas ruas, o ginseng e o chá dividem as atenções com opções bem menos sofisticadas, de larvas de insetos a cascas de árvore e folhas de sabor insípido. Para a sobremesa, um sorvete de chá verde ou doces de arroz e mel são as melhores opções.

Fora de Seul, as luzes são menos intensas, mas ainda assim a tecnologia de ponta sobrevive lado a lado com as paisagens rurais. Os lugares mais tradicionais, e mais interessantes, aliás, estão distantes das cidades grandes e dos estádios moderníssimos construídos para a Copa.

Nos arredores de Gyeongyu, a 4 horas de trem ao sul de Seul, por exemplo, ficam alguns dos templos mais belos do país e a aldeia de Andong, que recebe diariamente centenas de turistas interessados em conhecer as casas construídas de modo tradicional.

Sem preocupação com a avalanche de turistas estrangeiros (os chineses invadirão as sedes da Copa), os pequenos vilarejos praticamente não se prepararam. A comunicação é impossível mesmo para quem fala inglês, e qualquer passeio independente deve considerar o tempo que se perde buscando a rua certa, o restaurante, que qualquer ocidental vai ser incapaz de identificar apenas pela placa, e o ônibus para ir embora.

Nas cidades industriais, bem mais áridas, a comunicação é mais fácil, mas os atrativos diminuem. Em lugares como Ulsan, que hospeda o Brasil em sua chegada a Coréia, um serviço criado especialmente para a Copa oferece tradução gratuita do coreano para inglês, japonês e chinês nos táxis e hotéis de pequeno porte que têm o adesivo "free interpretation" na entrada. O sistema é simples: um telefone celular dentro do táxi ou na recepção do hotel conecta o turista a uma central que faz o serviço de tradução.

Mas a cidade oferece pouco mais que um centro tomado por refinarias de petróleo, montadoras, estaleiros e indústria de maquinaria pesada, quase tudo dominado pela Hyundai.

Entre as cidades onde haverá jogos, Seogwipo é a que mais tem a oferecer ao turista. Localizada na ilha de Jeju, a 2 horas de vôo de Seul, Seogwipo está rodeada de cachoeiras, vulcões, piscinas de águas termais, templos e praias.

A ilha se orgulha de abrigar a montanha mais alta da Coréia, o vulcão Halla. Paraíso dos casais coreanos em lua-de-mel, considerada o Havaí da Coréia, onde o inglês é falado por toda parte.


KOREAN FOLK VILLAGE

A vila possui exemplos de construções dos mais variados estilos de todo o país, assim como lojas de artesanato, um templo budista, uma escola confucionista e uma praça de mercado.

GYEONGJU

Por mil anos, até o século X, foi a capital da dinastia Silla. Atualmente a cidade parece um museu a céu aberto. São templos, tumbas, palácios, castelos e jardins espalhados por toda a cidade. O Parque Tumuli, no centro da cidade, possui uma enorme área murada com vinte tumbas reais. Próximo ao parque, o Cheomseongdae é um pilar de pedra, e é considerado um dos mais antigos observatórios no leste asiático.


Coréia do Sul


O buda de pedra, conhecido como Namsan, fica em Daegu, Gyeongbuk. O budismo é uma das principais religiões.


Fonte: terra, geomade, rumbo.

Educação na Coréia do Sul

Os melhores alunos do mundo. Não são superdotados. Deram a sorte de estar na melhor escola do país que tem o melhor ensino básico do planeta.

Por fora, a escola não tem nada de mais: 1,3 mil alunos, 35 por classe. Veja o que faz diferença:

A senhora Park tem mestrado em Educação, como a maioria dos professores lá. O karaokê é só um dos recursos educativos. Na sala de aula, tudo o que é preciso para educar com motivação.

São oito horas por dia na escola. Estressante? Não, é divertido, dizem eles.

Todos têm notas acima de oito. O segredo é nunca permitir que o aluno passe um dia sem entender a lição, diz a professora, que ganha o equivalente a R$ 10,5 mil por mês.

É a média na Coréia, onde os professores precisam ter curso superior e são atualizados e avaliados a cada dois anos. Se o aluno não aprende, o professor é reprovado.

Tudo isso num país que nos anos 50 estava destruído por uma guerra civil que dividiu a Coréia ao meio, deixou um milhão de mortos e a maior parte da população na miséria. Um em cada três coreanos era analfabeto. Hoje, oito em cada dez chegam à universidade.

A virada começou com uma lei que tornou o ensino básico prioridade. Os recursos foram concentrados nos primeiros oito anos de estudo, tornados obrigatórios e gratuitos, como são até hoje. O ensino médio tem 50% de escolas privadas e as faculdades são todas pagas, mesmo as públicas. Bons alunos têm bolsa de estudos e o governo incentiva pesquisas estratégicas.

O fato é que logo depois da reforma da Educação, a economia da Coréia começou a crescer rápido, em média 9% ao ano durante mais de três décadas. E hoje, graças à multidão de cientistas que o país forma todos os anos, a Coréia está pronta para entrar no primeiro mundo, tendo como cartão de visitas uma incrível capacidade de inovação tecnológica. Desde a área de computação até na genética.

Nos laboratórios onde lideram pesquisas de clonagem terapêutica, nas grandes corporações que espalharam marcas coreanas no mercado mundial de eletrônicos e de automóveis, aparece a revolução econômica que começou em casa.

“O segredo é a família, com pais comprometidos os alunos ficam motivados e os professores entusiasmados”, fala uma professora.

O governo concorda.

“Os pais que não tiveram oportunidade de educação lutaram para que seus filhos tenham o melhor. É prova de amor”, diz o governador.

“Foi a paixão pela Educação que fez a Coréia crescer”, concorda o pai de quatro, que como a média dos coreanos gasta 20% da renda familiar em cursos extracurriculares para reforçar o ensino.

Os filhos falam inglês com a desenvoltura que têm na música. E o casal bota um dinheirão em livros, comprados às dezenas. Porque testemunhou o que a educação fez pelo país.

“Quando eu ia para escola, nos anos 70, muitos colegas não tinham nem o que comer”, lembra o pai.

O avô lembra que no tempo dele não tinha nem livros. Agora o que falta para neta, de 16 anos é tempo para ficar em casa. Ela passa 15 horas por dia na escola.

Nessa jornada, tem japonês, alemão. São sete idiomas ofertados. Programar computadores, entender história. Tem as diversões da vida no colegial mas não é brincadeira. É a corrida para entrar numa das três melhores universidades do país.

“Eu sinto responsabilidade com relação a minha família e meu país. Mas também porque um dia eu vou ter filhos”, diz Yong Woo.

O colega desabafa: a pressão é muito grande, principalmente para os meninos. Ela completa: “A Coréia quer homens perfeitos, esse é o problema”.

Os pais concordam. Acham que o ensino é competitivo demais, voltado à formação de profissionais de alto nível, deixando o ser humano de lado.

No Ministério da Educação e Recursos Humanos, o diretor explica: “Os coreanos não querem ser perdedores. Por isso a educação é voltada para a economia”.

De novo na terceira série, onde as crianças de 10 anos simulam entrevistas de emprego e as paredes tem slogans: “Economia forte significa um país forte” e também: “Economize um centavo, orgulhe seu país”.

As crianças acham natural. Puxam seus celulares “Made in Coréia” para fotografar os visitantes. Riem como quem sabe que tem futuro.


Fonte: Jornal Nacional

A Bandeira da Coréia do Sul



A bandeira da Coreia do Sul apresenta no seu centro um círculo dividido em vermelho vivo (em cima) e azul (em baixo) num campo em branco.

Tanto o círculo como os quatro desenhos em preto nos cantos são ricos em simbolismo. Representado na bandeira vê-se um círculo dividido em partes iguais e delineado em perfeito equilíbrio, representando o Absoluto, ou a unidade essencial de todo um ser.

As divisões representam na parte superior (vermelho) o "Yang" e a inferior (azul) o "Ying" antigo símbolo do universo originário da China. Esses dois opostos expressam o dualismo do cosmo, a eterna dualidade: fogo e água; dia e noite; escuridão e luz; construção e destruição; macho e fêmea; ativo e passivo; calor e frio; mais e menos; o ser e o não-ser; a vida e a morte; etc. A presença da dualidade dentro do Absoluto indica o paradoxo da vida e a impossibilidade de aprendê-la integralmente. As combinações de barras representam os quatro pontos cardeais e os quatro mares que limitam o globo. As três barras em cada canto dão a idéia de posição e equilíbrio.

  • As três linhas inteiras representam o céu;
  • As três linhas quebradas do lado oposto representam a terra;
  • Na extremidade inferior esquerda da bandeira, há duas linhas inteiras com uma partida no meio. Isso simboliza o fogo;
  • Do lado contrário o símbolo da água.

Hino Nacional da Coréia do Sul

Donghaemulgwa Baekdusani
Mareugo daltorok
Haneunimi bouhasa
Uri naramanse

Mugunghwa samcheolli, hwaryeogangsan
Daehansaram Daehaneuro, giri bojeonhase

Namsan wie jeo sonamu
Cheolgabeul dureun
Baram seori bulbyeonhameun
Uri gisang-ilse

Mugunghwa samcheolli, hwaryeogangsan
Daehansaram Daehaneuro, giri bojeonhase

Gaeul haneul gonghwalhande,
Nopgo gureum eobsi
Balgeun dareun uri gaseum
Ilpyeondansimilse

Mugunghwa samcheolli, hwaryeogangsan
Daehansaram Daehaneuro, giri bojeonhase

I gisanggwa i mameuro
Chungseong-eul dahayeo
Goerouna jeulgeouna
Nara saranghase

Mugunghwa samcheolli, hwaryeogangsan
Daehansaram Daehaneuro, giri bojeonhase.

P.S : Estou a pesquisar uma tradução completa deste hino.

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